Doenças

Nesta sessão abordaremos os tumores cerebrais primários, com maior ênfase nos tumores malignos, informações sobre os outros tipos mais comuns de tumores podem ser achadas em suas respectivas sessões.

O que são tumores cerebrais primários?

Os tumores cerebrais primários são aqueles que começam no cérebro. Baseando-se em estatísticas dos Estados Unidos, cerca de 80 mil novos casos de tumores cerebrais primários deverão ser diagnosticados este ano.

Quais os tipos mais comuns de tumores cerebrais primários?

Os tumores cerebrais primários mais comuns por ordem de ocorrência são os: meningiomas (36,6%), gliomas (24,7%), tumores de hipófise (16%), tumores das bainhas nervosos (dentre eles neurinomas do acústico – 8%),  linfomas (2%), oligodendrogliomas (2%), meduloblastoma/tumores embrionários/tumores primitivos (1%).

Quais os principais fatores de risco para os tumores cerebrais?

– Idade: mais comum em crianças e adultos acima dos 45 anos, porém pessoas em qualquer idade podem ser acometidas.

– Sexo: em geral mais comum em homens, porém alguns tipos específicos como os meningiomas são mais comuns em mulheres.

– História familiar: cerca de 5% dos tumores cerebrais podem estar ligados a fatores ou condições genéticas hereditárias, incluindo síndrome de Li-Fraumeni, neurofibromatose, esclerose tuberosa, síndrome de Turcot e doença de von Hippel-Lindau.

– Infecções virais: por exemplo, infecção com vírus Epstein-Barr aumenta a chance de linfoma no sistema nervoso central.

– Radiação ionizante: exposição prévia à raios X pode predispor a tumores cerebrais, especialmente se essa exposição ocorreu na infância.

Quais os sintomas de um tumor cerebral?

Os sintomas de um tumor cerebral maligno dependem de quão grande ele é e de onde está localizado no cérebro. Se ele for grande o suficiente para aumentar a pressão dentro da cabeça pode causar: fortes e persistentes dores de cabeça, náuseas e vômitos, sonolência e problemas de visão. Dependendo do local que ele acomete o paciente pode apresentar: alterações de personalidade, fraqueza ou dormência um membro ou em todo um lado do corpo, alterações de fala (articulação da palavra, compreensão ou ambos), alterações visuais, perda de equilíbrio, incoordenação, vômitos, dificuldade para engolir. Portanto, na presença de quaisquer destes sintomas você deve ser avaliado por um médico e se caso ele ache pertinente deve ser realizada investigação.

Como é feito o diagnóstico de um tumor cerebral?

Os exames de imagem como Tomografia Computadorizada (TC) e Ressonância Magnética (RM) são os métodos mais indicados para o diagnóstico. A TC é um exame mais barato, mais rápido e amplamente disponível, porém expõe o paciente a grande radiação (raios X) e pode não detectar lesões menores. A RM é um exame mais dispendioso, mais demorado e disponível em menos locais, porém é o mais indicado quando existe suspeita de um tumor cerebral, pois é capaz de detectar pequenas lesões, em estágios mais iniciais e com melhor potencial de tratamento.

Quais são os principais tipos de tumores cerebrais malignos?
 – Astrocitoma Grau II ou Difuso: menos agressivos, porém tendem a infiltrar tecidos circunjacentes e tem crescimento lento, o tratamento cirúrgico pode ser curativo.
– Astrocitoma Grau III ou Anaplásico: são lesões mais infiltrativas e com moderada velocidade de crescimento, em geral pode ser controlado mas não há tratamento curativo.
– Astrocitoma Grau IV ou Glioblastoma: é a lesão mais agressiva, com rápido crescimento e pior prognóstico, não existe tratamento curativo.

– Oligodendroglioma: a maioria ocorre em adultos com entre os 50-60 anos; localizado mais comumente nos lobos frontal e temporal; sua agressividade depende muito do seu perfil molecular.

– Ependimoma: raro em adultos, é o sexto tumor cerebral mais comum em crianças; tem vários subtipos com diferentes graus de agressividade e pode ocorrer em qualquer parte do sistema nervoso, inclusive na coluna. 

– Meduloblastoma: raros, ocorrem caracteristicamente no cerebelo de crianças e adultos jovens e são extremamente agressivos.

Como é feito o tratamento dos tumores cerebrais?

A cirurgia (Cirurgia para Tumor Cerebral) é a principal forma de tratamento dos tumores cerebrais. Grande parte dos tumores benignos e alguns tumores malignos menos agressivos podem ser tratados somente com cirurgia e, caso o tumor seja completamente removido, pode-se obter a cura. Muitas vezes é necessária a utilização de radioterapia e a quimioterapia, na maioria das vezes após a cirurgia. Alguns poucos tipos de tumores cerebrais podem ser tratado apenas com radiação ou quimioterapia.

Qual o prognóstico dos tumores cerebrais?

A sobrevivência após o diagnóstico de um tumor cerebral primário varia significativamente por idade, histologia, marcadores moleculares e comportamento tumoral. No caso dos tumores benignos o tratamento pode ser curativo. Nos tumores malignos a sobrevida pode variar de meses à anos, dependendo do caso.

O que são meningiomas?

Os meningiomas são tumores, em sua maioria, benignos que se originam nas meninges – as membranas que envolvem e protegem o cérebro e a coluna. Eles tem crescimento lento e ocorrem mais comumente no crânio, especialmente na sua porção mais alta e, raramente, na coluna vertebral. São mais comuns em mulheres e tem relação com exposição prévia a radiação. Existem vários subtipos deste tumor, alguns com características de malignidade.

Quais os sintomas de um meningioma?

Os sintomas estão relacionados especialmente com sua localização e tamanho. Quando na porção mais alta da cabeça tendem a provocar crises convulsivas, alterações de força e sensibilidade em alguma parte do corpo, dificuldade de fala, alterações comportamentais e dores de cabeça. Os tumores grandes podem levar a aumento da pressão dentro da cabeça, causando dores de cabeça, alteração da visão, náuseas e vômitos.

Quando estes tumores se localizam na base do crânio, em geral, acometem os nervos cranianos, causando perda da visão, alteração na movimentação dos olhos, dificuldade para engolir, dor na face e incoordenação motora.

Como é feito o diagnóstico de um meningioma?

O principal exame diagnóstico é a Ressonância Magnética, que pode detectar até mesmo pequenas lesões. A Tomografia Computadorizada, em geral, é utilizada para investigação de acometimento ósseo e planejamento cirúrgico.

Como é feito o tratamento dos meningiomas?

Por se tratarem de tumores geralmente benignos e de crescimento lento, o tratamento é realizado nos casos em que o tumor causa algum sintoma ou quando se evidencia crescimento da lesão. A idade do paciente é importante, poisa conduta tende a ser menos agressiva em pacientes idosos, devido a lenta taxa de crescimento do tumor. A cirurgia (Cirurgia para Tumor Cerebral) é a melhor forma de tratamento dos meningiomas. Por vezes, essas lesões adquirem características agressivas e pode ser necessária a Radioterapia. 

Qual o prognóstico dos tumores cerebrais?

Seu prognóstico em geral é bom por se tratarem em sua grande maioria de lesões benignas. Quando não são totalmente ressecados tem grande potencial de recidiva, podendo apresentar comportamento agressivo e transformação maligna. A localização também pode determinar o prognóstico, pois locais de difícil acesso podem impedir a ressecção completa da lesão.

 

O que é a hipófise ou pituitária?

A glândula pituitária, ou hipófise, é uma glândula endócrina do tamanho de uma ervilha, que pesa 0,5 gramas em humanos. É uma protrusão na porção do hipotálamo, na base do cérebro e localiza-se dentro da sela túrcica. Apesar de seu pequeno tamanho é extremamente importante para o equilíbrio das funções do corpo. Os hormônios secretados pela hipófise ajudam a controlar: o crescimento, a pressão sanguínea, certas funções dos órgãos sexuais, a glândula tireóide e o metabolismo, bem como alguns aspectos da gravidez, parto, amamentação, concentração de água e sal nos rins, regulação da temperatura corporal e alívio da dor.

Quais os principais sintomas dos tumores de hipófise?

– Alterações visuais: caracteristicamente perda da visão periférica (visão em túnel), em tumores mais invasivos alteração da movimentação dos olhos.

– Alterações hormonais: variam de acordo com o hormônio alterado e podem compreender – aumento das mamas, descarga de leite, menopausa precoce, impotência, hipotireoidismo, crescimento de pés e mãos, entre outros.

– Muitas vezes eles são descobertos de maneira incidental ao se realizarem exames do cérebro por outros motivos.

Qual o tipo mais comum de tumor de hipófise?

São os adenomas de hipófise, que são tumores benignos. Eles podem ser divididos de acordo com o tamanho em: microadenomas (menor que 1 cm) e macroadenomas (maior que 1 cm).  Ainda,  podem classificados como funcionantes, quando produzem hormônios, ou não-funcionantes, quando não produzem hormônios.

Quais os tipos de adenomas funcionantes?

– Produtores de Prolactina ou Prolactinomas: podem ocasionar o aumento das mamas e produção/eliminação de leite, tanto em homens quanto em mulheres.

– Produtores de Hormônio do Crescimento (GH): causam uma doença chamada Acromegalia, caracterizada inicialmente por aumento do tamanho dos pés, mãos, língua, mandíbula, nariz e orelhas. A longo prazo a Acromegalia pode levar à aumento da pressão arterial e doenças cardíacas que podem levar o indivíduo a morte.

– Produtores de ACTH: eles provocam a secreção aumentada do hormônio da suprarenal chamado cortisol, um corticóide do próprio corpo, causando a chamada Doença de Cushing, caracterizada por ganho de peso, acúmulo de gordura central, diminuição da massa muscular, face de lua cheia, rubor facial, estrias, osteoporose.

Qual o tratamento para os tumores de hipófise?

Ele pode ser feito com cirurgia (Cirurgia Endoscópica da Base do Crânio), medicamentos e radioterapia e varia de acordo com o tamanho do tumor, se o tumor secreta hormônios ou não e a presença de sintomas visuais.

A maioria dos tumores pequenos (microadenomas) são assintomáticos e podem ser somente acompanhados com exames de imagem e tratados caso haja crescimento ou surgimento de sintomas. Os prolactinomas tem a característica de responderem muito bem ao tratamento com medicamentos e, na maioria das vezes, não necessitam tratamento cirúrgico. Os tumores produtores de hormônio do crescimento, que causam acromegalia necessitam de tratamento cirúrgico e as vezes medicamentoso, a fim de evitar complicações mais graves. Os tumores produtores de ACTH, que causam a Síndrome de Cushing, em geral são pequenos, porém podem necessitar cirurgia.

Qual o prognóstico dos adenomas de hipófise?

Os adenomas não-funcionantes, dependendo do seu tamanho, tem bom prognóstico e na maioria das vezes a cirurgia é suficiente para cura ou controle da doença. Os prolactinomas tem bom prognóstico e em geral respondem bem ao tratamento medicamentoso. Os demais adenomas funcionantes podem ser de mais difícil controle e tratamento, com recidivas frequentes.

O que é o neurinoma do acústico?

O neurinoma do acústico ou schwanoma vestibular, é um tumor benigno, de crescimento lento, que se origina das células de revestimento (células de Schwann) do 8º nervo craniano (nervo vestibulococlear ou acústico). Ele se localiza em uma região chamado ângulo pontocerebelar, que fica entre o tronco cerebral, o cerebelo e a base do crânio; esta informação é importante porque neste local estão presentes diversos nervos importantes e o crescimento do tumor pode afetar as suas funções.

Quais os fatores de risco para os neurinomas do acústico?

A maior parte dos paciente com este tipo de tumor não apresenta fatores de risco aparentes. Entretanto, pacientes com neurofibromatose tipo II apresentam caracteristicamente neurinomas do acústico bilaterais.

Quais os sintomas mais comuns do neurinoma do acústico?

Os sintomas variam de acordo com o tamanho e localização do tumor, em geral o primeiro sintomas é a perda auditiva, muitas vezes negligenciada pelo paciente, que pode ser acompanhada de zumbido ou alterações do equilíbrio. Mais tardiamente a fraqueza na face pode surgir. No momento do diagnóstico os sintomas mais comuns são:

– Perda auditiva (90%)

– Zumbido (60%)

– Dor de cabeça (60%)

– Alteração do equilíbrio (45%)

– Dormência na face (25%)

– Fraqueza na face (15%)

Como é feito o diagnóstico do neurinoma do acústico?

Em geral, nos paciente com perda auditiva, a audiometria tonal e vocal é o primeiro exame realizado, e serve para avaliar a função auditiva. Quando é evidenciada uma perda auditiva neurossensorial deve ser realizada investigação diagnóstica complementar. Nestes casos o exame de escolha é a Ressonância Magnética. Muitas vezes os pacientes realizam uma tomografia computadorizada ou ressonância magnética devido à outros sintomas ou por outros motivos e descobrem a lesão incidentalmente.

Audiometria com perda auditiva neurossensorial  em orelha direita

Ressonância Magnética – Neurinoma do Acústico

Como é feito o tratamento dos tumores neurinomas do acústico?

O tratamento varia de acordo com o tamanho do tumor, sintomas e idade do paciente. Tumores pequenos, assintomáticos ou com poucos sintomas, podem ser apenas acompanhados com exames periódicos e tratados caso venham a crescer ou causar sintomas. Uma parcela destes tumores podem permanecer estáveis durante a vida toda. Tumores grandes e sintomáticos tendem a ser tratados. Dentre as opções de tratamento a cirurgia (Cirurgia para Tumor Cerebral) é a melhor escolha na maioria dos casos. A radiocirurgia pode ser empregada como único tratamento em tumores pequenos com boas taxas de controle, ou após a cirurgia para tratamento de tumores residuais.

Qual o prognóstico dos neurinomas do acústico?

Em geral o prognóstico funcional do paciente tem relação com o tamanho do tumor e os sintomas presentes antes do tratamento. Cerca de metade dos paciente com alguma audição presente antes do tratamento vão apresentar piora. Fraqueza na face, determinada por lesão do nervo facial é mais comum em paciente com tumores maiores que 1,5 cm ou que apresentem algum grau de fraqueza na face antes do tratamento. Durante a cirurgia para os neurinomas do acústico o uso da monitorização eletrofisiológica pode auxiliar na preservação da audição, entretanto, não é uma garantia.

O que é Hemorragia Intracerebral?

Hemorragia intracerebral, hemorragia intracraniana ou AVC hemorrágico é a ocorrência de sangramento de um vaso sanguíneo dentro do tecido cerebral. As duas principais causas destes sangramentos são a pressão arterial elevada e o envelhecimento das artérias cerebrais (angiopatia amilóide). Porém, podem ocorre também devido à ruptura um aneurisma cerebralmalformação arteriovenosatumores cerebrais, trauma, uso de drogas ou após isquemias cerebrais (transformação hemorrágica).

Tipicamente os sangramentos devido a pressão alta tendem a se localizar nos núcleos da base (regiões mais profundas do cérebro), ocorrerem em paciente em torno e 50-60 anos de idade. Já nos casos de sangramento devido a angiopatia amiloide os sangramentos tendem a ser nos lobos cerebrais e ocorrerem em pacientes mais idosos.

 

Quais os sintomas da Hemorragia Intracerebral?

Os sintomas dependem do local de sua ocorrência e o tamanho do sangramento, e podem ser: dor de cabeça (40%), náuseas e vômitos (40-50%), crise convulsiva (6-7%), alterações da consciência (50%), fraqueza em alguma parte do corpo, dificuldade para falar, e coma.

 

Como é feito o diagnóstico da Hemorragia Intracerebral?

O principal exame utilizado é a Tomografia Computadorizada, ela permite o diagnóstico do sangramento e suas complicações, como, hipertensão intracraniana e hidrocefalia. Nos casos em que existe a suspeita de tumores cerebrais ou malformações arteriovenosas, a Ressonância Magnética apresenta importante ferramenta para o diagnóstico.

 

Como é o tratamento da Hemorragia Intracerebral?

O tratamento depende do local e magnitude do sangramento, do estado clínico do paciente e da presença de complicações. A maioria dos casos de sangramentos pequenos podem ser tratados clinicamente. Grandes hemorragias podem necessitar a drenagem cirúrgica do hematoma. No caso de haver complicações como aumento da pressão intracraniana ou hidrocefalia também pode ser necessário realização de cirurgia (craniotomia descompressivamonitorização da pressão intracranianaderivação ventricular externa).

O que é Aneurisma Cerebral?
É uma dilatação na parede de artérias cerebrais devido ao enfraquecimento de sua parede. Pode ser hereditário – quando existe uma alteração na artéria desde o nascimento, ou adquirido – quando ocorre uma alteração na parede do vaso devido a aterosclerose (acúmulo de gordura na parede das artérias). O sangramento é mais comum entre 50-60 anos de idade, é mais frequente em mulheres e em negros.
O sangramento de um aneurisma cerebral é uma condição extremamente grave, com taxas de mortalidade de até 65% (10% das pessoas morrem antes de serem atendidas em um hospital, 25% morrem nas primeiras 24 horas e 40-49% morrem em 3 meses). O tratamento cirúrgico ou endovascular precoce diminui as taxas de mortalidade e morbidade.

Quais os fatores de risco para ocorrência de Aneurismas Cerebrais?
Os principais fatores de risco são: tabagismo, hipertensão, história familiar de aneurisma cerebral (parentes primeiro grau), idade acima de 40 anos, sexo feminino, uso de drogas (cocaína). 
Algumas doenças estão relacionadas a ocorrência de aneurismas cerebrais, entre elas: doença dos rins policísticos, displasia fibromuscular, malformaçõ arteriovenosa cerebral, síndrome de Osler-Weber-Rendu, coarcatação da aorta, síndrome de MoyaMoya, síndrome de Marfan, endocardite bacteriana, infecções fúngicas.

Quais os sintomas do Aneurisma Cerebral?
Os não-rotos podem, eventualmente, ser motivo de dores de cabeça forte até 1 mês antes de sua ruptura, a chamada “cefaléia sentinela”. Quando os aneurismas rompem geralmente os sintomas relatados são: dor de cabeça intensa, classicamente descrita com “a pior dor da vida”; alterações de nervos cranianos – mais comumente a queda da pálpebra de um dos olhos; fraqueza em pernas e/ou braços; sonolência; perda da consciência; e coma.

Como é feito o diagnóstico dos Aneurismas Cerebrais?
Quando existe suspeita de sangramento o primeiro exame a ser realizado é a Tomografia Computadorizada. Nos casos duvidosos pode ser necessária uma punção lombar (coleta e exame do líquor) para confirmar a ocorrência de sangramento. Para confirmação do diagnóstico e planejamento do tratamento é necessário realização de Angiotomografia ou Arteriografia Cerebral. 

Como são tratados os aneurismas cerebrais?
Atualmente existem duas opções para tratamento dos aneurismas cerebrais: clipagem do aneurisma cerebral ou tratamento endovascular. A escolha de um ou outro método depende da localização e características do aneurisma e do estado clínico do paciente

O que é Demência?

É a ocorrência de déficit cognitivo e comportamental, representado pela perda progressiva de memória, dificuldade de raciocínio e desorientação. Idade avançada é o principal fator de risco e sua ocorrência aumenta quando mais idoso o paciente. Pode ser causada por deficiências vitamínicas, intoxicações e infecções, podendo em alguns destes casos ser reversível.

Os principais tipos de demência são: demência da doença de Alzheimer e a demência vascular.

Doença de Alzheimer

​É a mais comum doença neurodegenerativa responsável por demência, sendo o motivo de metade dos casos demência. É caracterizada pelo acúmulo de beta-amilóides e proteína tau no tecido cerebral, o que leva a atrofia cerebral progressiva que atinge primeiramente o hipocampo e o lobo temporal mesial e posteriormente o resto do cérebro. Caracteristicamente os sintomas apresentam piora de forma lenta e gradual, como uma rampa, e não existe tratamento para sua reversão. Maiores informações em Doença de Alzheimer.

 Ressonância Magnética

                                                                                    Normal                               Alzheimer

 

Demência Vascular

​É causada pelo ocorrência de múltiplas isquemias cerebrais que ocorrem ao longo do tempo e levam aos sintomas de demência. Caracteristicamente a piora dos sintomas é mais definida, como degraus de uma escada, sendo essa uma de suas principais características. Os fatores de risco para a demência vascular são os mesmos das doenças cardiovasculares (hipertensão, diabetes, tabagismo, sedentarismo), e seu controle pode evitar a ocorrência ou retardar a progressão da demência. O diagnóstico é feito baseando-se na história clínica do paciente e na Ressonância Magnética, que caracteristicamente exibe sinais de doença cerebrovascular. A ocorrência de isquemias cerebrais em pacientes com Doença de Alzheimer é bastante comum, caracterizando nestes casos uma demência mista.

Demência Mista

Este tipo de demência ocorre pela associação da Doença de Alzheimer com a Demência Vascular. A evolução dos sintomas ocorre tanto de forma gradual quanto com episódios de pior mais significativa de forma abrupta. A progressão deste tipo de demência que está relacionado com eventos vasculares pode ser controlada com o controle dos fatores de risco cardiovasculares. Enquanto os sintomas ocasionados pela Doença de Alzheimer progridem lentamente, independente do tratamento.

O que é epilepsia?

Epilepsia é definida como uma condição caracterizada por crises epilépticas recorrentes (duas ou mais), não provocadas por qualquer causa imediata identificada. É um distúrbio na função das células do cérebro que disparam sinais elétricos de forma anormal e desordenada que pode ocorrer em apenas uma parte do cérebro, ou se espalhar por todo ele, causando a conhecida crise convulsiva. 

O que causa a epilepsia?

Existem basicamente dois tipos de epilepsia quanto a causa: epilepsia primária e epilepsia secundária. Na epilepsia primária não se encontram alterações nos exames que justifiquem a ocorrência das crises, este é o tipo mais comum. Na epilepsia secundária existe alguma lesão (tumor cerebralmeningioma, displasia) ou alteração metabólica (alterações sódio e potássio, glicose muito alta ou baixa, intoxicações) que causa irritação nas células do cérebro levando às crises.

Como é feito o diagnóstico da epilepsia?

O diagnóstico da epilepsia é baseada na história do paciente. Porém, a ocorrência de uma crise epiléptica deve levar a investigação de possíveis causas com exames de laboratório, exames de imagem (Tomografia Computadorizada ou Ressonância Magnética) e eletroencefalograma.

Como é tratada a epilepsia?

O tratamento com medicamentos em geral e suficiente para controle das crises epilépticas. Dependendo do tipo de crise, pode ser necessária a utilização de mais de um medicamento para controle adequado das crises. É de extrema importância que o tratamento seja feito conforme orientado pelo médico para evitar a ocorrência de novas crises. A principal causa de novas crises em pacientes que estão em tratamento para epilepsia é a parada do uso das medicações ou seu uso incorreto.

Qual o papel da cirurgia na epilepsia?

Quando existe alguma lesão ocasionando as crises epilépticas a remoção da mesma pode diminuir a intensidade e frequência das crises ou até mesmo cessá-las. Nos pacientes onde não existe uma lesão que se julga responsável pelas crises epilépticas, ou seja, epilepsia primária, e não se consegue controle das crises com diversas medicações, pode ser necessário realizar cirurgia para tratamento da epilepsia. Na maioria das vezes, estes pacientes ainda necessitam uso de medicações após a cirurgia para controle da doença. O procedimentos mais comuns são a remoção cirúrgica de uma área do cérebro e o implante de dispositivo estimulador do nervo vago.

O que é enxaqueca?

A enxaqueca é um tipo específico de dor de cabeça (cafaléia) que apresenta intensidade e frequência variáveis, podendo muitas vezes se tornar incapacitante. Aproximadamente 75% das pessoas com enxaqueca são mulheres, com pico de ocorrência entre 30-40 anos. Após os 40 anos existe tendência a diminuição da severidade e frequência das crises, exceto nas mulheres que estão no período peri-menopausa. Ainda, existe forte predileção genética, com 70% dos pacientes tendo um parente de primeiro grau com história de enxaqueca.

Quais os sintomas da enxaqueca?

Existem vários tipos de enxaqueca, cada um com seus sintomas e sinais específicos. Entretanto, a dor típica se caracteriza por ser pulsátil, com início geralmente unilateral, piora gradual, em um período de 1-2 horas, até se tornar difusa na cabeça, com duração total de 4-72 horas. Náuseas (80%) e vômitos (50%) podem acompanhar a dor, juntamente com inapetência ou intolerância alimentar. Hipersensibilidade à luz (fotofobia) ou à sons (fonofobia) também estão comumente presentes. Entretanto, a presença ou ausência de alguma dessas características não exclui ou confirma o diagnóstico.

Como é feito o diagnóstico da enxaqueca?

O diagnóstico da enxaqueca é clínico, baseado na história e exame físico do paciente. Entretanto, qualquer do de cabeça de início recente deve ser investigada para exclusão de quaisquer anormalidades que possam estar causando os sintomas, neste caso a Tomografia Computadorizada e a Ressonância Magnética podem ser utilizadas.

Como é tratada a enxaqueca?

O tratamento é baseado em evitar os fatores desencadeantes e no uso de medicamentos específicos para esta condição.

Várias condições já foram identificadas como provocadores da enxaqueca: alterações hormonais (menstruação, ovulação e gravidez); estresse; alteração no sono (excesso ou falta); medicamentos; alterações climáticas; falta de atividade física; jejum; vinho tinto; cafeína; adoçantes; frutas cítricas; comidas contendo tiramina (queijos envelhecidos); carnes com nitritos (embutidos). A redução ou cessação destes fatores provocantes podem determinar alívio na frequência e intensidade das crises.

O que é hérnia de disco?

A hérnia de disco ocorre quando o disco intervertebral, devido a processo de desgaste agudo ou crônico, se rompe e seu interior sai e comprime os nervos ou a medula. Elas são mais comuns na coluna lombar, seguida da coluna cervical  e mais raramente podem ocorrer na coluna torácica.

Quais os sintomas da hérnia de disco?

O principal sintoma é a dor – ela pode ficar concentrada na coluna ou iniciar na coluna e se estender para as pernas (coluna lombar) ou braços (coluna cervical), percorrendo o trajeto dos nervos. Na coluna lombar pode causar a popular “dor do ciático”.

Nos casos mais graves pode ocorrer dormência ou fraqueza em pernas (coluna lombar) ou braços (coluna cervical). Ainda, na coluna cervical pode determinar compressão da medula espinhal, causando fraqueza em braços e pernas.

Como é feito o diagnóstico das hérnias de disco?

Os exames de imagem como Tomografia Computadorizada (TC) e Ressonância Magnética (RM) são os métodos mais indicados para o diagnóstico. A TC é um exame mais barato, mais rápido e amplamente disponível, porém pode não detectar lesões menores. A RM é um exame mais dispendioso, mais demorado e disponível em menos locais, porém é o mais indicado, uma vez que pode avaliar melhor a presença das hérnias e sua relação com os nervos.

Ainda, a Eletroneuromiografia, que serve para avaliar a função dos nervos tanto de pernas ou braços, pode ser usada para auxiliar no diagnóstico, especialmente em casos duvidosos.

Como é o tratamento clínico das hérnias de disco?

O tratamento inicial das hérnia de disco é clínico na maior parte dos casos. A abordagem multidisciplinar, com profissionais como médicos, fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos é essencial para o sucesso do tratamento. Este, é realizado com medicamentos para controle da dor e reabilitação, e, em alguns casos, infiltração da coluna.

Quando é preciso de cirurgia para as hérnias de disco?

Nos casos em que a dor é insuportável ou não melhora com os tratamentos clínicos é indicado o tratamento cirúrgico. Na maioria das vezes, a cirurgia para remoção do fragmento do disco intervertebral ou sua totalidade (Cirurgia para Hérnia de Disco) é o tratamento de escolha.

Algumas vezes, o paciente apresenta desgaste maior do disco intervertebral ou escorregamento das vértebras (Espondilolistese), o que causa também dor lombar intensa. Nestes casos pode ser necessário a utilização de placas e parafusos para fixação da coluna vertebral (Artrodese da Coluna Lombar ou Artrodese da Coluna Cervical).

Qual o prognóstico das hérnia de disco?

Cerca de 90% das hérnias de disco é reabsorvida pelo organismo e os sintomas melhoram dentro de 1-2 anos, nestes casos o tratamento visa controle da dor durante este período. Quando é realizado tratamento cirúrgico, a maioria dos pacientes apresenta alívio quase imediato da dor no pós-operatório.

As hérnias de disco podem recidivar nos locais onde antes ocorreram ou novas hérnias pode surgir em outros níveis da coluna.

O que é dor lombar?

Dor lombar, lombalgia ou lumbago é a dor que ocorre na região mais baixa das costas. Estatísticas americanas apontam a dor lombar como a segunda maior causa de procura por um médico, sendo que cerca de 60-80% da população apresentará pelo menos um episódio de dor lombar durante sua vida. Em cerca de 14% dos pacientes a dor persiste por mais de duas semanas.

O que causa a dor lombar?

São diversas as causas de dor, sendo a mais comum uma contratura ou distensão da musculatura lombar (70%). Os demais casos podem estar relacionados com: doença degenerativa da coluna (10%), hérnia de disco (4%), fraturas vertebrais por osteoporose (4%), estenose do canal vertebral (3%) e outras causas (1%)

Como se apresenta a dor lombar?

A maioria dos pacientes identifica um evento desencadeante para a dor, como: carregar grande peso, permanência por longo período sentado, operação de máquinas pesadas, acidente automobilístico ou queda. A dor em geral fica localizada na porção inferior das costas, piora com movimentos de flexão, extensão e lateralização da coluna, ao carregar peso ou caminhar. Quando a dor irradia para uma ou ambas as pernas deve ser diferenciada de uma hérnia de disco ou estenose do canal vertebral. Outras doenças que podem levar a confusão no diagnóstico são a sacroileíte e a bursite trocantérica, porém na maioria das vezes o exame físico é suficiente para sua diferenciação.

Preciso fazer exames caso tenha dor lombar?

O diagnóstico da dor lombar é clínico, baseado nos sintomas e no exame físico do paciente. Em geral, na primeira crise de dor, caso não existam fatores de gravidade ou suspeita de outras doenças, não são necessários exames. Caso a dor persista por mais de duas semanas, hajam fatores de gravidade ou as crises se repitam podem ser realizados exames de imagem como raio X, Tomografia Computadorizada ou Ressonância Magnética, de acordo com cada caso.

Quais as opções de tratamento da dor lombar?

Na maioria dos casos a dor lombar tem curta duração e o tratamento com analgésicos, anti-inflamatórios, relaxantes musculares e fisioterapia é suficiente para o alívio. Nos pacientes em que a dor lombar se torna crônica ou as crises frequentes o tratamento multidisciplinar é essencial e envolve médicos, fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos. Em casos refratários ao tratamento clínico multidisciplinar podem ser tentadas medidas mais invasivas como as infiltrações da coluna e a radiofrequência, de acordo com cada caso.

Qual o papel da cirurgia na dor lombar?

Tratamento cirúrgico da dos lombar é indicado geralmente quando existe algum fator determinante dos sintomas como hérnia de discoespondilolistesefraturas vertebrais ou estenose do canal vertebral. Muitos paciente apresentam dor lombar sem alterações significativas em seus exames, nestes casos o tratamento cirúrgico é ainda controverso.

O que é dor cervical?

Dor cervical, cervicalgia é a dor que ocorre na região posterior do pescoço, ela pode ser restrita a este local ou ter irradiação para os membros superiores.

O que causa a dor cervical?

São diversas as causas de dor, sendo a mais comum as causas musculares relacionadas a má postura ou esforço físico intenso.

Como se apresenta a dor cervical?

A maioria dos pacientes identifica um evento desencadeante para a dor, como: esforço físico, longas horas em posição inadequada, trauma cervical.

Preciso fazer exames caso tenha dor cervical?

O diagnóstico da dor é clínico, baseado nos sintomas e no exame físico do paciente. Em geral, na primeira crise de dor, caso não existam fatores de gravidade ou suspeita de outras doenças, não são necessários exames. Caso a dor persista por mais de duas semanas, hajam fatores de gravidade ou as crises se repitam podem ser realizados exames de imagem como raio X, Tomografia Computadorizada ou Ressonância Magnética, de acordo com cada caso.

Quais as opções de tratamento da dor cervical?

Na maioria dos casos a dor cervical tem curta duração e o tratamento com analgésicos, anti-inflamatórios, relaxantes musculares e fisioterapia é suficiente para o alívio. Nos pacientes em que a dor cervical se torna crônica ou as crises frequentes o tratamento multidisciplinar é essencial e envolve médicos, fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos. Em casos refratários ao tratamento clínico multidisciplinar podem ser tentadas medidas mais invasivas como as infiltrações da coluna e a radiofrequência, de acordo com cada caso.

Qual o papel da cirurgia na dor cervical?

Tratamento cirúrgico da dor cervical é indicado geralmente quando existe algum fator determinante dos sintomas como hérnia de discodoença espondilótica cervical ou compressão medular. Muitos paciente apresentam dor cervical sem alterações significativas em seus exames, nestes casos o tratamento cirúrgico é ainda controverso.

O que fratura da coluna?
A fratura da coluna ocorre quando alguma parte de uma vértebra perde sua integridade estrutural devido a fraqueza óssea ou excesso de força exercida sobre ela. As fraturas vertebrais acometem mais  os adultos jovens (16-30) do sexo masculino, e são causadas em sua maioria por traumatismos como acidentes de trânsito, traumatismos por violêcia e quedas ao praticar determinados esportes. Acima dos 70 aumentam as chances de fratura vertebral após quedas cotidianas devido a fragilidade óssea do idoso e, as vezes, osteoporose.

Quais os sintomas de uma fratura da coluna?
O principal sintoma é a dor, que caracteristicamente é pior ao permanecer em pé ou movimentar a coluna. Dependendo do tipo de fratura ou deslocamento de fragmentos ósseos, a medula ou os nervos podem ser acometidos, levando a dor e a fraqueza em braços e/ou pernas.

Como é feito o diagnóstico de uma fratura da coluna?
O método mais disponível para o diagnóstico é o Raio-X, entretanto, mesmo com exame normal podem haver fraturas. Nos casos em que há grande suspeita a Tomografia Computadorizada (TC) é o exame mais indicado para identificar uma fratura. A Ressonância Magnética (RM) pode ser utilizada para avaliar lesões em ligamentos da coluna e também para identificar fraturas antigas (até 3 meses) ou falha de cicatrização das fraturas.

Qual o tratamento das fraturas da coluna?
O tratamento depende do local – coluna cervical, torácica ou lombar, e do tipo de fratura. Em alguns casos o uso de órtesess (coletes, colares) pode ser suficientes para a consolidação da fratura. Em outros casos pode ser necessário cirurgia pra fixar as vértebras (artrodese da coluna lombar e artrodese da coluna cervical) e permitir sua cicatrização. Especialmente nas fraturas devido a osteoporose a vertebroplastia e a cifoplastia, podem ser utilizadas pra tratar a fratura e reduzir a dor.

Qual o prognóstico das fraturas da coluna?
O prognóstico depende da gravidade da fratura e a ocorrência de lesões neurológicas ou não. A maioria das fraturas consolidam adequadamente se for realizado o tratamento adequado. As recuperação das lesões neurológicas depende de sua gravidade e tempo até o tratamento, mas na maioria das vezes deixam alguma sequela.

Profissional da mais alta competência, passa segurança e tranquilidade ao paciente, não tenho como agradecer pelo que o senhor fez por mim Dr, eu e minha família só podemos agradecer e dizer que Deus lhe abençoe na vida e na carreira, porque é um profissional na mais alta cacife.

Ederson Flores

Dr. maravilhoso ! fez duas cirurgias de aneurisma cerebral na minha mãe, ambas bem sucedidas sem nenhuma sequela! com certeza um dos melhores médicos que já conheci! obg por tudo ...



Andriele da Silva

Ótimo profissional! Atencioso e competente ao extremo! Só agradecer aos cuidados!





Evelyn Cassenote

Excelente Neurocirurgião! Muita Gratidão pela cirurgia perfeita a que fui submetida! Profissional abençoado por Deus! 👏👏





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